Toda essa trajetória alimenta hoje sua visão de soluções concretas: valorizar a matéria orgânica, estimular a vida do solo, avançar rumo a sistemas mais robustos, e transmitir, desenvolver e adaptar esses conhecimentos.
Biochar, biofertilizantes líquidos, Supermagro, enraizadores naturais autoproduzidos, e muitas outras tecnologias ancestrais: Grégory se reconhece nessa mesma filosofia — utilizar processos naturais simples, modernos, reproduzíveis e acessíveis a todos.
O bokashi aeróbico se encaixa plenamente nessa abordagem. Representa uma porta de entrada para a autonomia de insumos, transformando localmente os recursos disponíveis em ativos valiosos para as culturas e as comunidades.
Diante dos anos de crises econômicas sucessivas vividas na Argentina, hoje ele sabe que a adaptação às mudanças nasce da capacidade de construir bases sólidas com os recursos disponíveis, saindo progressivamente de uma certa zona de conforto enquanto se reinventa constantemente.
Seu objetivo pessoal é participar da consolidação de territórios robustos, resistentes às mudanças, e acompanhar uma criatividade prática a serviço do que é vivo.