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Recomendações para preparar e usar biopreparados

Recomendações para preparar e usar biopreparados

Conselhos práticos e de segurança reunidos a partir de guias técnicos, manuais e fichas de instituições agrícolas (FAO, INTA, INIA, SADER, Anacafé, universidades…), reformulados e agrupados por tema. Os números remetem para as fontes no fim da página.

Estes conselhos não substituem as indicações de cada ficha nem a regulamentação do seu país. Nenhuma preparação caseira está isenta de riscos.

Publicado em 24/10/2026 · atualizado em 25/10/2026

Proteção pessoal

  • Usar luvas e máscara durante toda a preparação e aplicação, mesmo com produtos considerados pouco tóxicos: o facto de serem «naturais» não garante que sejam inofensivos. [1][2][3][4] +10
  • Proteger os olhos com óculos ou viseira sempre que haja risco de salpicos: caldas minerais, cal, cinza, soluções concentradas, pulverização. [3][6][10][15]
  • Com produtos muito alcalinos (potassa ou soda cáustica, cal viva), acrescentar luvas compridas de nitrilo, roupa que cubra o corpo e botas: queimam a pele e as mucosas. [4][6][15][16]
  • Usar máscara antipoeira para manusear pós finos (cal, enxofre, bicarbonato, cinza, farinha de rocha) e misturas secas como o bocashi. [1][5][10][11] +3
  • Para o estrume, o composto e o vermicomposto: luvas, máscara, roupa impermeável ou avental e botas reservadas ao local de trabalho; depois, lavar as mãos, os braços e a cara e escovar as unhas. [8][10][11][13] +4
  • Prever junto à oficina um ponto de água limpa, um lavatório e, se possível, um lava-olhos; em caso de contacto com a pele ou os olhos, enxaguar demoradamente com água limpa. [3][7][12][13]

A água

  • Usar água sem cloro (da chuva, de poço, de nascente): o cloro prejudica os microrganismos das preparações fermentadas. A água da rede pode ser desclorada deixando-a repousar um a dois dias ao ar livre, ao sol, num recipiente aberto. [1][4][6][10] +12
  • Utilizar água limpa e não contaminada: é um ingrediente de pleno direito, e uma água tratada pode alterar o pH de algumas preparações. [3][13][16][25] +1
  • Recolher a água da chuva numa cisterna junto à oficina para dispor de uma reserva de água sem cloro. [4]
  • Medir o pH (tiras indicadoras ou medidor de pH) e registá-lo; voltar a verificá-lo antes de usar uma preparação armazenada. [2][3][6][8] +5

Limpeza e local de trabalho

  • Usar recipientes, baldes, paus e pulverizadores limpos e reservados a este uso, que nunca tenham contido produtos químicos; lavá-los antes de cada utilização. [4][10][22][24] +4
  • Cobrir os recipientes abertos com um pano ou uma rede mosquiteira para impedir a entrada de insetos e sujidade. [4][27][28]
  • Trabalhar num local coberto e ventilado, com chão cimentado ou impermeável e lavável, e com ponto de água; preparar as caldas minerais e os chorumes ao ar livre, longe de casa por causa dos cheiros. [3][4][9][11] +6
  • Usar material vegetal são e bem lavado, e sementes sãs para as germinações. [36][37]
  • Filtrar as preparações através de um pano ou de um crivo fino antes de encher o pulverizador; preferir bicos de plástico para as caldas minerais. [2][4][10][13] +7
  • Manter no local uma ficha escrita com os procedimentos, as doses e as utilizações. [11][39]
  • Não colher com ferramentas usadas em estrume ou peixe cru sem as limpar e desinfetar, e manter as fermentações longe da cozinha. [49]

Fermentação

  • Uma fermentação em bidão fechado produz gases: equipar a tampa com uma válvula (tubo mergulhado numa garrafa com água) ou não a fechar hermeticamente, e deixar cerca de 10 cm de espaço vazio debaixo da tampa. [4][8][10][15] +5
  • Para os chorumes aeróbios (urtiga, etc.), cobrir sem fechar hermeticamente e mexer regularmente; para o chá de composto, manter o arejamento previsto. [15][27][29][32]
  • A fermentação terminou quando a garrafa-testemunha deixa de fazer bolhas ou a espuma baixa; com tempo frio demora mais. [9][10][15][24] +3
  • Verificar o cheiro antes de usar: deve ser agradável, a fermentado. Um cheiro a podre, bolores anormais ou uma cor violeta ou azul indicam um lote a rejeitar. [10][27][28][34] +2
  • Bocashi e composto: procurar uma humidade de 35 a 60 %, verificada pelo teste do punho (a mão-cheia mantém-se compacta sem pingar); juntar a água de uma só vez e, se a mistura ficar demasiado húmida, corrigi-la com materiais secos. [3][9][15][18] +10
  • Vigiar a temperatura todos os dias (termómetro, ou uma catana deixada alguns minutos dentro da pilha) e revolver a pilha se ultrapassar cerca de 50 a 65 °C, conforme o método. [4][9][10][15] +10
  • Limitar o tamanho das pilhas (cerca de 1,4 m de altura) sem calcar os materiais, e protegê-las do sol, do vento e da chuva com um abrigo ou uma lona com peso, ligeiramente levantada. [4][9][18][19] +8
  • Fermentar não é desinfetar: um pH baixo ou um bom cheiro não provam a ausência de bactérias patogénicas (Salmonella, E. coli). [49][53]
  • Deitar fora um lote com insetos ou larvas, bolores coloridos, recipiente inchado ou danificado, ou alguma matéria-prima duvidosa. [49]
  • Nunca abrir um bidão de fermentação sob pressão com a cara sobre a tampa: libertar primeiro a pressão devagar. [49]
  • O pH e a condutividade (CE) indicam o avanço de uma fermentação, não a sua segurança; para uso repetido ou comercial, completar com análises (nutrientes, microbiologia). [49]

Produtos minerais e cáusticos

  • A cal viva aquece muito em contacto com a água e pode borbulhar: juntá-la aos poucos, num recipiente resistente, mantendo-se à distância. [1][10][15]
  • Calda bordalesa: dissolver separadamente o sulfato de cobre e a cal, e depois verter a solução de cobre no leite de cal, nunca o contrário; preparar a frio, mexer com um pau, em recipientes de plástico. [2][3][4][5] +3
  • O cobre acumula-se no solo: limitar o número de aplicações e verificar a regulamentação, pois é um fator de produção sujeito a restrições. [2][35]
  • Calda sulfocálcica: coze-se em ebulição num recipiente metálico; ter água fria à mão para acalmar a fervura, deixar arrefecer completamente antes de filtrar e medir a concentração com um areómetro em vez de dosear a olho. [1][4][9][15] +2
  • Com a soda ou a potassa cáustica, verter lentamente, mexer suavemente e não respirar os vapores. [4][15][16]
  • Usar o tipo de cal indicado na receita, fresca e guardada em local seco; e apenas cinza de madeira não tratada ou de resíduos de culturas (nunca de lixo, cartão impresso ou plástico). [4][25][28][41]
  • Algumas plantas (tabaco, barbasco…) são tóxicas para as pessoas e os animais: manuseá-las com especial cuidado ou evitá-las. [7][9][13]

Doses e ensaios

  • Respeitar as doses e diluições de cada ficha, sem nunca as ultrapassar, e preparar apenas a quantidade necessária para a área em causa. [1][8][9][10] +4
  • Experimentar sempre primeiro em algumas plantas ou numa pequena parcela-testemunha, registar e observar, antes de generalizar. [3][4][9][11] +3
  • Não misturar as preparações entre si nem com outros produtos sem informação sobre a sua compatibilidade. [1][2][6][10] +4
  • Pesar cada ingrediente separadamente e respeitar a ordem de dissolução; agitar bem antes de diluir e durante o enchimento. [6][8][15]
  • As doses e os momentos de aplicação de muitas biopreparações não estão validados cientificamente, e cada lote varia consoante as matérias-primas: ser prudente e observar. [7][8][12]
  • Não esperar um efeito imediato de uma preparação caseira: integrá-la numa gestão de conjunto (prevenção, observação, análise de solo, aconselhamento de um técnico). [3][4][28][36]
  • Em vaso, começar com metade da concentração máxima indicada e observar vários dias (bordos das folhas queimados, murchidão) antes de aumentar. [49]
  • Um preparado fermentado demasiado jovem ou mal diluído pode danificar sementes e raízes: vigiar também a acumulação de sais no solo. [49]

Aplicação

  • Aplicar de manhã cedo ou ao fim da tarde, nas horas frescas, nunca em pleno sol nem com chuva ou mesmo antes de chover. [1][2][6][10] +14
  • Evitar pulverizações em plantas muito jovens e durante a floração; não aplicar calda sulfocálcica em cucurbitáceas. [1][2][4][5] +7
  • Pulverizar sem escorrimento; colocar o bocashi e o composto fresco a 10-15 cm dos caules, sem contacto direto com as raízes, e cobri-los com terra. [4][13][18][19] +5
  • Aplicar corretivos e sementes inoculadas em solo húmido, nunca seco. [10][13][24][35] +2
  • Preparar algumas caldas junto à parcela para as aplicar logo, depois de arrefecerem completamente no caso das caldas cozidas. [1][25][30][31]
  • Suspender os aportes à base de estrume antes da colheita, respeitar um intervalo antes do consumo e lavar bem os legumes; depois de aplicar numa pastagem, esperar vários dias antes de voltar a pôr lá os animais. [8][13][14][28]
  • Aplicar os preparados de origem animal (biol, aminoácidos de peixe, bostol) no solo e não nas folhas ou frutos de hortícolas consumidas cruas (alfaces, aromáticas, morangos, tomates). [49]
  • Respeitar o intervalo antes da colheita fixado pela regra do seu país; como referência, o programa biológico dos Estados Unidos exige 120 dias para estrume não compostado se a parte colhida tocar no solo, e 90 dias se não tocar. [53][54][49]

Armazenamento e rotulagem

  • Rotular cada recipiente: nome da preparação, data de fabrico, utilização prevista, data-limite e a menção «não consumir». [1][3][4][6] +11
  • Conservar os líquidos em recipientes limpos, fechados e opacos, em local fresco e à sombra; não usar garrafas PET para líquidos alcalinos como o vidro solúvel (silicato de sódio). [1][3][4][5] +9
  • Muitas preparações não se conservam: a calda bordalesa, as infusões e o chá de composto usam-se no próprio dia ou nas 24 h seguintes; os fermentados líquidos nos dias ou semanas seguintes. [2][3][4][5] +8
  • Armazenar o bocashi e o húmus em sacos limpos, em local fresco, seco e à sombra, e usá-los nos meses seguintes. [15][18][19][20] +8
  • Cobrir a calda sulfocálcica armazenada com uma camada fina de óleo vegetal para limitar o contacto com o ar. [9][30][31][35]
  • Manter um caderno de fabrico e de aplicação (datas, ingredientes, quantidades, doses, observações) e planear com antecedência, pois alguns ingredientes são sazonais. [1][3][6][7] +4
  • Não fechar hermeticamente os preparados que continuam a fermentar (sumo de plantas fermentadas, biol): produzem gás; usar vidro ou plástico alimentar, nunca metal. [49][51]

Crianças e animais

  • Manter as preparações, as matérias-primas e as ferramentas fora do alcance de crianças e animais, idealmente num local fechado à chave, em todas as fases. [1][3][9][13] +6
  • Nunca ingerir as preparações; em caso de ingestão, consultar rapidamente um médico levando o rótulo. [1][6][27]
  • Manter cães, gatos e aves de capoeira afastados das pilhas de bocashi, do composto e dos tabuleiros de minhocas; algumas preparações vegetais podem prejudicar os animais e os organismos úteis. [9][23][26]
  • Guardar os materiais açucarados (melaço, açúcar) fechados, num local seguro: atraem pragas. [3][22]

Matérias-primas

  • Usar estrume fresco e protegido das intempéries; nunca excrementos de cão, de gato ou humanos, nem estrume de animais doentes, tratados com antibióticos ou desparasitados, nem de pastagens tratadas com herbicidas. [9][13][19][22] +4
  • Preferir o estrume de galinhas poedeiras ou de bovinos à cama de frangos de carne, que pode conter resíduos de medicamentos. [9][13][18][19] +1
  • Não espalhar estrume fresco diretamente sobre os legumes: pode conter agentes patogénicos e sementes de infestantes. [34]
  • Excluir do composto e dos fermentados vidro, metal, plástico, papel impresso, produtos químicos e resíduos tratados; usar com moderação citrinos, carnes, óleos e serradura. [18][28][43]
  • Recolher a manta morta da floresta (microrganismos de montanha) com parcimónia, numa floresta bem conservada e sem produtos químicos há pelo menos três anos; depois reutilizar uma parte do próprio bocashi como inóculo. [4][18][22][31] +2
  • Pôr de parte o material vegetal doente e a terra recolhida perto das culturas; peneirar a terra e usar infestantes sem sementes. [9][18][31][41] +1
  • Privilegiar ingredientes locais e disponíveis na exploração; mandar analisar o composto e o húmus se se destinarem à venda ou forem de origem incerta. [3][9][12][20] +3
  • Sumo de plantas fermentadas: colher rebentos jovens e saudáveis de plantas de crescimento rápido, de manhã cedo, nunca durante nem logo após a chuva (idealmente esperar dois dias de sol), sem os lavar, e excluir qualquer planta tóxica ou contaminada. [51][49]

Sobras e resíduos

  • Pôr no composto os resíduos da filtragem e qualquer lote com mau cheiro, em vez de os deitar fora ou aplicar. [10][13][27][28] +3
  • Não despejar sobras de preparações nem águas de lavagem nos cursos de água: fazê-las passar por um leito filtrante (palha, manta morta da floresta). [3]
  • Guardar num recipiente rotulado os depósitos pastosos das caldas minerais em vez de os deitar fora. [1][2][15][30] +2

Enquadramento e formação

  • Em agricultura biológica certificada, fazer validar as preparações caseiras e os minerais adicionados pelo seu organismo de certificação. [14][28]
  • Informar-se sobre a regulamentação local antes de produzir em maior escala (registo de biofábricas, licenças ambientais). [3][14][39][44] +2
  • Formar-se em oficinas práticas e trocar experiências com técnicos; a exposição repetida a poeiras de culturas microbianas pode provocar alergias. [11][14][38][45] +2
  • Estes preparados complementam um plano de fertilização (composto maduro, culturas de cobertura, análise de solo); por si só não substituem um fertilizante formulado. [49][50]

Fontes consultadas

  1. Manuales prácticos para la elaboración de bioinsumos – 5. Elaboración de Caldo Sulfocálcico — Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SADER) – Estrategia de Acompañamiento Técnico, Programa Producción para el Bienestar (convenio INIFAP), SADER / INIFAP (México), 2021
  2. Manuales prácticos para la elaboración de bioinsumos – 4. Elaboración de Caldo Bordelés — Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SADER) – Estrategia de Acompañamiento Técnico, Programa Producción para el Bienestar (convenio INIFAP), SADER / INIFAP (México), 2021
  3. Guía técnica Biofábricas: producción de insumos biológicos para su uso en la caficultura — Yesenia Navarro, Asociación Nacional del Café (Anacafé) – Cedicafé, Guatemala, 2022
  4. Guía para la implementación de Biofábricas – Biofábricas para la Agricultura Campesina, Familiar y Comunitaria (ACFC) — César Antonio Jaramillo Jaramillo, Víctor Oswaldo Mateus Alarcón, José Ricardo Acosta, Gina Tatiana Bolívar (Asohofrucol), Asohofrucol, con la Unión Europea, AICS y FAO (Colombia), 2024
  5. Producción agroecológica – Agricultura orgánica II: Caldo sulfocálcico / Caldo bordelés (hoja divulgativa) (documento sem ligação pública) — Shinichi Kondo (experto JICA), edición Ángel García, diseño Marielos Campos, Proyecto PROPA-Oriente (CENTA-MAG-JICA), El Salvador
  6. Manuales prácticos para la elaboración de bioinsumos – 7. Solución Steiner — Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SADER) – Estrategia de Acompañamiento Técnico, Programa Producción para el Bienestar (convenio INIFAP), SADER / INIFAP (México), 2021
  7. Guía de biopreparados para el manejo de plagas y enfermedades — Portal Frutícola (reprise d'un guide FAO / IPES), 2021
  8. Manual técnico para la producción de biofertilizante líquido acelerado — INIA (Pérou), MIDAGRI – Reynoso Zárate A. F. et al., 2022
  9. Manual de Abonos Orgánicos y Manejo de Plagas y Enfermedades en Agricultura Orgánica — Comité Nacional de Agricultura Orgánica de Honduras (CNAOH) – Ing. Alejandra Sierra (Zamorano), appui VECOMA, vers 2009-2012
  10. Manual de bioinsumos utilizados en faros agroecológicos – Transición agroecológica para una producción de maíz a escala comercial libre de agrotóxicos (Etapa III) — CONAHCYT (Mexique) – programme Producción sin glifosato, 2023
  11. Diseño y establecimiento participativo de una unidad demostrativa de producción de bioinsumos en la organización UNOPAC — Universidad Politécnica Salesiana (Équateur) / UNOPAC – Luis Fernando Cuarán Sarzosa, 2008
  12. Los Biopreparados: La clave hacia el manejo sostenible de la fertilización y las plagas — Universidad de los Andes (portail ANeIA) – Nicolás Gómez, 2023
  13. Cómo componer y usar biofertilizantes de manera segura y efectiva — Wikifarmer – Gilmar Tavares (Universidade Federal de Lavras), vers 2022
  14. Bioinsumos, tiempo de adultez — Revista Alimentos Argentinos – Secretaría de Agricultura, Ganadería y Pesca (Argentine), Agustina Whelan, vers 2013
  15. Manual de bioinsumos para biofábrica de la Asociación de Productores Agroecológicos de Isla de Maipo – APADIM — Ministerio del Medio Ambiente (Chili) / ONU Medio Ambiente – Proyecto GEF Montaña, rédaction Ecodaya Consultores, 2021
  16. Extracción de ácido húmico y fúlvicos (documento sem ligação pública) — Byron Rodríguez Pérez, Felipe Pilarte Pavón, Proyecto 'Mejoramiento de la producción y la gestión agrícola de los jóvenes productores y productoras', 2015
  17. Manuales prácticos para la elaboración de bioinsumos – 1. Elaboración de agua carbonatada — Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SADER) – Estrategia de Acompañamiento Técnico, Programa Producción para el Bienestar (convenio INIFAP), SADER / INIFAP (México), 2021
  18. Elaboración y uso del bocashi — Equipo FAO-PESA y Equipo Técnico CENTA (Nelson Portillo, Ermin Morataya, Elder Santos, Francisco Cárcamo), FAO – Programa Especial para la Seguridad Alimentaria (PESA) El Salvador GCP/ELS/007/SPA; MAG; CENTA, 2011
  19. Manual práctico: El A, B, C de la agricultura orgánica y harina de rocas — SIMAS (Managua, Nicaragua) – Jairo Restrepo Rivera, 2007
  20. Elaboración de compost y lombricultura (documento sem ligação pública) — Nélida Granval, Lorena Lucero, INTA EEA La Consulta (Mendoza, Argentina), 2010
  21. Producción de Humus y Biol a partir de Vermicompostaje (documento sem ligação pública) — Oscar Guaminga, Juan Ordoñez, Universidad Politécnica Salesiana, Facultad de Ingeniería Ambiental (Quito, Ecuador)
  22. Elaboración de abono orgánico Bocashi: construcción de tecnologías apropiadas (Serie Paso a Paso) — Emiliano Dibella, Paula Aguilera, Natalia Silva Furlani, Nicolás Serafini, INTA – CIPAF, IPAF Región Cuyo (Ediciones INTA, Argentina), 2021
  23. Manuales prácticos para la elaboración de bioinsumos – 8. Elaboración Bocashi — Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SADER) – Estrategia de Acompañamiento Técnico, Programa Producción para el Bienestar (convenio INIFAP), SADER / INIFAP (México), 2021
  24. Manuales prácticos para la elaboración de bioinsumos – 3. Supermagro — Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SADER) – Estrategia de Acompañamiento Técnico, Programa Producción para el Bienestar (convenio INIFAP), SADER / INIFAP (México), 2021
  25. Manuales prácticos para la elaboración de bioinsumos – 2. Elaboración de agua de vidrio — Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SADER) – Estrategia de Acompañamiento Técnico, Programa Producción para el Bienestar (convenio INIFAP), SADER / INIFAP (México), 2021
  26. Manuales prácticos para la elaboración de bioinsumos – 14. Humus de Lombriz — Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SADER) – Estrategia de Acompañamiento Técnico, Programa Producción para el Bienestar (convenio INIFAP), SADER / INIFAP (México), 2021
  27. Manuales prácticos para la elaboración de bioinsumos – 6. Elaboración de Té de Composta — Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SADER) – Estrategia de Acompañamiento Técnico, Programa Producción para el Bienestar (convenio INIFAP), SADER / INIFAP (México), 2021
  28. Preparación y uso de abonos orgánicos sólidos y líquidos (Serie Agricultura Orgánica N°8) (documento sem ligação pública) — Jaime Picado, Alfredo Añasco, CEDECO – Corporación Educativa para el Desarrollo Costarricense (VECO Costa Rica), 2005
  29. Cuatro recetas de purines para usar contra las plagas que atacan las huertas, vía INTA — Bichos de Campo (d'après des techniciens INTA), 2024
  30. Diseño de alternativas de fertilizantes y controladores fitosanitarios agroecológicos en producciones de plátano asociado a café en el municipio de Betania con acompañamiento de Asohofrucol — Corporación Universitaria Unilasallista (Colombie) – Martínez Zapata M. E., 2022
  31. Escuela campesina agroecológica en la cuenca alta del río Otún (cartilla ECA 2) — CARDER / Universidad Tecnológica de Pereira (Colombie), Convenio 452 de 2020, 2020-2021
  32. Clase 2: Preparar el sustrato para la huerta y biopreparados — ENAC – Sustentabilidad (Chili), Sylvana Gálvez Herrera, 2022 (date de mise en ligne)
  33. Elaboración y uso de Bioinsumos para la nutrición de hortalizas en el predio de las Ánimas Tulyehualco — Universidad Autónoma Metropolitana – Xochimilco (Mexique), V. E. Zavala Cortes, 2024
  34. Manual para la valorización de residuos agrícolas y pecuarios altoandinos para la producción de biofertilizantes — INIA – Instituto Nacional de Innovación Agraria (Pérou), MIDAGRI – Cuellar-Condori N. E., Solórzano-Acosta R. A., 2025
  35. Agricultura Sostenible: Abonos Orgánicos Fermentados tipo Bocashi, Caldos Minerales y Biofertilizantes — Corporación Autónoma Regional del Valle del Cauca (CVC, Colombie) – Jairo Restrepo Rivera, 2003-2004
  36. Manuales prácticos para la elaboración de bioinsumos – 10. Elaboración de Extractos Vegetales — Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SADER) – Estrategia de Acompañamiento Técnico, Programa Producción para el Bienestar (convenio INIFAP), SADER / INIFAP (México), 2021
  37. Manuales prácticos para la elaboración de bioinsumos – 11. Inoculación de Semillas — Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SADER) – Estrategia de Acompañamiento Técnico, Programa Producción para el Bienestar (convenio INIFAP), SADER / INIFAP (México), 2021
  38. Biofábrica Escuela — Universidad Nacional de La Plata – Facultad de Ciencias Agrarias y Forestales (M. Marasas, G. Ferraris), non indiquée
  39. Biofábricas y biopreparados — Ministerio de Desarrollo Agrario, Provincia de Buenos Aires – Dirección de Innovación Tecnológica para la Agricultura Familiar, 2023-2024 (Resolución 214/2023)
  40. Manuales prácticos para la elaboración de bioinsumos – 13. Reproducción de Microorganismos de Montaña — Secretaría de Agricultura y Desarrollo Rural (SADER) – Estrategia de Acompañamiento Técnico, Programa Producción para el Bienestar (convenio INIFAP), SADER / INIFAP (México), 2021
  41. Taller de elaboración de Bokashi (documento sem ligação pública) — Agencias de Extensión INTA Avellaneda, Ituzaingó, San Martín, San Vicente y Luján; taller facilitado por Grégory Prybys (Cooperativa Agroecológica La Foresta), INTA EEA AMBA – Programa ProHuerta (MDSN-INTA), 2022
  42. Preparados caseros contra las plagas de la huerta — INTA – AER Valcheta / EEA Valle Inferior (Río Negro), recettes Pro-Huerta INTA-MDS, 2023 (date de mise en ligne)
  43. Manual Práctico de Compostaje – Taller básico de lombricomposta (documento sem ligação pública) — Omar Meléndez, 2020
  44. Proyecto de resolución – Biopreparados — SENASA – Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria (Argentine), 2023
  45. ABC de los bioinsumos agrícolas — Edilberto Pozo Velázquez, Ediciones GESICAP (El Carmen, Manabí, Ecuador) – ISBN 978-9942-8854-0-1, 2020
  46. Bioinsumos y biopreparados en la producción agropecuaria: conceptos y marco normativo — Revista MDA (Ministerio de Desarrollo Agrario, Prov. Buenos Aires) – Campomanes R., Ferraris G., Arechaga S., via SEDICI-UNLP, 2024 (probable)
  47. Módulo experimental de investigación de biopreparados y caldos minerales en la Quebrada de Humahuaca — INTA – IPAF NOA (Argentine), 2023
  48. Biopreparados para el manejo de insectos en horticultura: experimentación participativa en el periurbano de Córdoba — INTA – Arguello Caro E. B., Serra G. V. et al. (II Congreso Argentino de Agroecología), 2021
  49. Biofertilizantes líquidos fermentados: 5 preparados naturales — Portalfrutícola, 2026
  50. Biopreparados para el manejo sostenible de plagas y enfermedades en la agricultura urbana y periurbana — FAO, IPES, RUAF
  51. Fermented Plant Juice (SA-7) — University of Hawaiʻi at Mānoa, CTAHR
  52. Fish Amino Acid (SA-12) — University of Hawaiʻi at Mānoa, CTAHR, 2014
  53. Soil Building: Manures and Composts — USDA AMS
  54. Guidance: use of compost, vermicompost, processed manure and compost tea — USDA National Organic Program